11 Novembro 2009

Novo anúncio ZON

O meu nome é Bruno Ferreira e já tive que superar 6 pós-operatórios.
Se eu podia viver sem ser operado?
Podia... Mas não era a mesma coisa.

10 Novembro 2009

GIRLS - "Album"

Os Girls são um duo de gajos - logo aqui somos induzidos em erro - americanos de S. Francisco, que lançam agora o seu primeiro álbum, chamado... "Album". Surpresa das surpresas.


Ouvi este álbum vezes e vezes sem conta, tentando perceber onde os Girls queriam chegar. Porque esta banda apresenta-nos música pop cheia de ritmo alegre, seguida por uma música depressiva, triste... Procurei alguma história sobre a formação da banda, e descobri que o vocalista (Cristopher Owens) pertenceu a um daqueles cultos religiosos marados no Texas, e acabou por sofrer com isso.
"Album" acaba por ser bastante denso, cheio de sonoridades distintas, diversas influências e estados de espírito, transparentes nas letras das músicas.
"Lust for Life", uma faixa pop ao mais alto nível, dá-nos logo a personalidade do frontman da banda - "(...) But now I'm just crazy, I'm totally mad/ Yeah, I'm just crazy, I'm fucked in the head (...)". Seguimos com "Laura", um falhanço amoroso com a posterior tentativa de reconciliação, que acaba por contribuir para o estado depressivo maioritariamente encontrado no disco e que se adensa em "Ghost Mouth", passando a obsessão e raiva em "GodDamned", uma faixa construída praticamente apenas com uma guitarra acústica. "Big Bad Mean Motherfucker" dá-nos distorção dos anos 80, muito ao estilo Beach House ou The Magnetic Fields, com um ritmo muito veraneante e contagiante.
"Hellhole Ratrace" é, definitivamente, uma das músicas do ano! Caracteriza na perfeição aquilo que este "Album" representa. É uma faixa post-rock cheia de intensidade, sentimento e absolutamente bela. Sentimo-nos num mundo à parte, ao ouvir esta obra-prima. Depois deste momento, segue-se mais uma faixa cheia de melancolia e dor, garantida no título da canção - "Headache", à qual se seguem "Summertime" - com mais alguma distorção - e "Lauren Marie" - post-rock para falar novamente de relações intempestivas e dos seus arrependimentos. Será a mesma pessoa de "Laura"?

Depois desta balada, embalamos para a mais poderosa faixa de "Album". "Morning Light" será uma luz de esperança na vida do Chris Owens em forma de shoegaze. "Curis" é um excelente momento de introspecção sem letra associada, que dá para reflectir sobre o que nos foi sendo dado ao longo das 10 faixas anteriores, e "Darling" encerra o disco com alguma alegria e energia positiva, ao som de algum country.
Falar deste "Album" é envolvermo-nos de tal maneira que é impossível abstrairmo-nos das suas densidades sónicas, que vão desde o mais puro pop/rock, passam pelo shoegaze ou pelo post-rock. Toda a diversidade contagia e arrasta-nos para as fantásticas letras do autor. Faze-nos estar do lado dele. Uma excelente surpresa neste ano, e salta direitinho para os melhores do ano!

9/10

09 Novembro 2009

Faz hoje 20 anos...

...que o mundo mudou para a forma como o conhecemos hoje em dia.

A força que um muro de dezenas de quilómetros consegue ter na vida de milhões de pessoas.

 Esta queda deu início ao fim do comunismo soviético tal como o conhecemos e deu origem a novos países, novas nações, novas mentalidades, novas culturas.

08 Novembro 2009

A companhia perfeita para fazer dupla com Bruno Alves


07 Novembro 2009

WILD BEASTS - "Two Dancers"

Desconhecia por completo esta banda britânica, formada em 2002 em Leeds. É mais uma banda inglesa jovem, mas cheia de talento e ideias muito engraçadas, tal como os já aqui falados The xx. "Two Dancers" é o sucessor do primeiro álbum, "Limbo, Panto", lançado no ano transacto.

Esta é mais uma banda que entra pelos ritmos dançáveis do brit-pop, permitindo a conjugação de algum funk com uma voz diferente daquilo a que poderemos estar habituados, já que as influências líricas parecem-me bastante evidentes na projecção da voz do vocalista Hayden Thorpe. O baixista Tom Fleming também dá um jeitinho em algumas das músicas e fá-lo de forma bem competente, funcionando como contra-balanço ao maior exotismo do vocalista principal.
"Hooting and Howling" - o single de avanço deste "Two Dancers" - é aquilo que se pede a um single; uma música que caracteriza o som de um banda ou de um álbum, mas cujo refrão (principalmente) não deixa de ficar na cabeça durantes dias e noites seguidas. O efeito Wild Beasts é desde logo conseguido. "All the Kings Men" dá-nos uma dupla personalidade do vocalista, que tanto apresenta um tom de voz grave, como desata em loucos falsetes... Tudo isto com umas guitarras por trás a dar brilho ao espectáculo. A faixa "Two Dancers" não acentaria nada mal nuns Editors inspirados, e "Underbelly" é curta mas certeira. Para finalizar as referências, não posso deixar passar em claro "We Still Got the Taste Dancing on Our Tongues" - que nos deixa a salivar por mais músicas deste calibre (o "gostinho" Wild Beasts fica mesmo na nossa boca) - e "This is Our Lot" - uma música altamente poderosa, com um baixo viciante, uma bateria em grande forma e uma guitarra a entrar quando deve entrar e a voz a não desiludir, vendo aquilo a que estamos habituados ao longo do CD. Uma das músicas do ano, para mim.

Mais uma óptima surpresa vinda de terras de sua majestade, que parece ter na gente mais nova o futuro assegurado quanto à música que se faz por aquelas bandas.

8/10

Vício

O que fazer quando mal nos podemos mexer e quando temos que andar sempre mais ou menos sossegadinhos?
Resposta:


04 Novembro 2009

Amanhã vou à faca...

Para ver se não fico impedido de ter filhinhos no futuro.

01 Novembro 2009

Patrick Watson no Teatro Sá da Bandeira


E o bilhete já cá canta!
É um dos artistas da actualidade que mais aprecio. Transforma a música em algo experimental, belo, apaixonante. Mistura instrumentos pouco usuais e dá-lhes uma musicalidade bem interessante.
Aos grandes dotes como músico (seus e da sua banda), alia uma voz absolutamente fantástica.
Pode então dizer-se que era um dos artistas que mais aguardava para ver em Portugal, e vou logo vê-lo no Sá da Bandeira, uma sala mítica do Porto!
Só de pensar que vou ouvir músicas como esta...

... e esta...

... e esta...

... E todas as outras dezenas de músicas de altíssima qualidade, até me dá uma coisinha má.
O dia 4 de Dezembro tem tudo para ser mágico!
Ansiosamente esperando!

31 Outubro 2009

Mariza no Coliseu do Porto

Ontem foi dia de ir ao Coliseu.
Mas foi tudo muito repentino e nada pensado. Uns amigos tinham ido no dia anterior e tinham adorado. Eu descobri que havia um segundo concerto agendado e lá tentei a minha sorte.
Os bilhetes estavam praticamente esgotados, não havia muita possibilidade de escolha... Mas não hesitámos e fomos na mesma.
O local era alto. Muito alto mesmo! O mais alto do Coliseu. E ficávamos mesmo por cima do palco. Em termos sonoros, não terá sido o melhor sítio para usufruir do concerto - os instrumentos tinham perfeito alcance, mas a voz nem sempre parecia estar a chegar nos "conformes".
Não obstante estes pequenos percalços, o espectáculo foi muito bom. Confesso que conhecia pouco da Mariza, para além dos grandes sucessos. Mas a fadista canta com alma, com garra e acompanhada por músicos de altíssima qualidade. O curioso é que um concerto de Mariza é muito mais do que um espectáculo de Fado. Definitivamente, deixou para trás essa designação, não deixando obviamente de parte as suas influências. A essência é Fado, mas também é muito mais que isso. É World Music, como é modo chamar. Temos a típica guitarra portuguesa, acompanhada da típica guitarra baixo, às quais se juntam a atípica guitarra acústica, o atípico piano e a atípica bateria. São elementos acrescentados no som de Mariza, que a tornam muito mais do que a melhor fadista do Mundo. Tornam-na numa das grandes artistas mundiais.
Para já, transborda simpatia e empatia com o público. Tem energia, torna o Fado uma coisa alegre, não descuida pormenores e não quer o protagonismo só para ela, distribui-o pelos restantes músicos - aqui, grande destaque para o baterista, que conquistou o público (apesar de ter cometido alguns erros - pareceu-me).
A voz da luso-moçambicana é de uma potência ímpar. Para tal, vejamos que cantou sem micro para um Coliseu á abarrotar, e arrepiava como se estivesse a usar o micro.
O momento alto foi mesmo o famoso "Ó Gente da Minha Terra", que foi interpretado no meio da plateia, e teve direito a umas lágrimas lá pelo meio, facto que levou o auditório à grande ovação da noite. Tocante, sem dúvida!
Portanto, ver Mariza é ver muito mais do que Fado. É ver emoção, alma, garra, alegria e interacção. Diria que Mariza caracteriza na perfeição as características portuguesas, e é com orgulho que a vejo a representar Portugal ao mais alto nível. Com certeza os estrangeiros ficarão com a melhor impressão sobre o nosso povo, disso não haja dúvidas!
Mariza é um dos grandes orgulhos nacionais, e ontem pude comprová-lo.

29 Outubro 2009

Quando a liberdade criativa não tem limites


Vercorin é uma cidade suíça embutida nos Alpes.
Para além de constituída por casas típicas e absolutamente deslumbrantes, tem uma particularidade.
Existem imensas circunferências à volta das casas.

Fenómeno estranho, mas que só é conseguido com a abertura mental dos habitantes locais, aliados a um bom sentido de humor.
A ilusão de óptica do ângulo em que a fotografia é tirada provoca um efeito agradável e deveras curioso, só desvendado quando se obtêm fotos de outros ãngulos.

 
O link mostra-nos a imagem panorâmica.

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