13 outubro 2009

Terrorismo em saldos?

"Al-Qaeda enfrenta crise financeira"

Como se vê, o Sócrates é que tem razão. A crise é mundial, e afecta todos, e nem os coitados dos terroristas, que querem continuar a fazer o seu trabalho em condições dignas, conseguem escapar à falta de recursos.
Como aterrorizar pessoas no Paquistão?
Como esventrar israelitas?
Como conseguir dinheiro para uma passagem de avião, para posteriormente o desviar contra um qualquer edifício?
Será que vamos ver hijackers profissionais em viagens da Ryanair ou da EasyJet?
Humilhante? Talvez.
Mas é o que se arranja...

Animais no circo

Vai agora entrar uma nova lei que proíbe a compra e a reprodução de animais selvagens, acto praticado maioritariamente pelos circos.
Acho bem.
É meio caminho andado para abolirem também os palhaços.

12 outubro 2009

THE XX - "XX"

Muito se tem falado por todo o lado do primeiro álbum desta banda londrina, e eu como sou um gajo que não gosta de fugir às modas (quando estas me parecem razoáveis e de excelente qualidade), e observando tamanhos elogios, era impossível passar indiferente e não ouvir este álbum.
A verdade é que estes putos de 20 anos (2 rapazes e 2 raparigas) fazem música de gente grande, de quem já anda nestas andanças há décadas.

Este "XX" apresenta-nos melodias sedutoras, sonoridades conhecidas mas reinventadas, transmitidas em "slows" com traços de R&B, soul ou pop, dando uns passinhos também pelo shoegaze e pela electrónica. Esta mescla de influências dá aos The xx (é mesmo em minúsculas) uma alma muito própria, e a sua personalidade assenta muito na complementaridade da voz do homem e da mulher.
Para além deste interessante traço teatral/dramático nas músicas da banda, temos sempre presente um forte baixo a marcar o ritmo, coajuvado por guitarras desenhadoras dos caminhos dançantes a seguir (gostei da expressão "guitarra serpentante", utilizada pelo Vítor Belanciano no Ípsilon).
A introdução do álbum é absolutamente avassaladora; "Intro" (a melhor introdução a um CD que já ouvi?) tem um instrumental que nos seduz por completo, caracteriza o som da banda e nos arrasta para ouvir as restantes faixas, que vão revelando uma consistência absolutamente notável. "VCR", "Fantasy" ou "Night Time" são de uma simplicade que até assusta, "Basic Space" ou "Heart Skipped a Beat" são mais elaboradas, mas a essência está lá, e o resultado final é tremendamente positivo. Depois, temos "Crystalized", "Shelter" e "Infinity", aquelas músicas que são absolutamente sublimes, dada a clareza de ideias e a simplicidade que emanam.

Com estas amostras, conseguimos experienciar as mais diversas sensações. Temos sons mais gélidos, mais frios, mais quentes, mais alegres, mais melancólicos. Mas uma coisa se mantém: a qualidade artística deste indivíduos, bem patente na forma como conseguem conjugar diferentes estilos, ideias e sensações num só disco, e mesmo assim não sairem "ao lado". Têm imensas influências, mas conseguem ser absolutamente originais. É isto que nos faz admirar este quarteto!
Um álbum absolutamente viciante e intimista! Dos melhores do ano, sem a mais pequena dúvida! Perfeito!

10/10

11 outubro 2009

"Popping" - Robert Muraine (Dança)

Ontem, pela primeira vez na vida, ouvi falar deste estilo de dança, o "popping".
E vi (pelos vistos) um dos melhores bailarinos da "cena" no programa da Fox Life, "So You Think You Can Dance".
O que ele faz é transcendental. É mecânico, orgânico, único.

Depois do programa e com a "fama", fez um anúncio para a marca de imobiliário IKEA.
O resultado final é este (auxiliado por uma colega bailarina que acaba ofuscada pelo talento de Robert):

Um commercial muito bem feito e com uma ideia bem interessante.

10 outubro 2009

Nobel da Paz

Um prémio cheio de boas intenções.

08 outubro 2009

Radiohead... Dissertação...

Há uns anos, fiquei maluquinho por uns gajos que tinham "música esquisita".
Uns tais de Radiohead.
E fui conhecendo a sua obra ao contrário.
Comecei pelo "Hail to the Thief" (2005, mais ou menos a altura em que lhes comecei a dar atenção), saltei para o "OK Computer" - a sua obra-prima, segundo muitos -, até que todos me passaram pelos ouvidos.
Não consigo dizer um que seja mau.
Não consigo dizer qual o mais perfeito.
Diria que todos o são, em ocasiões e estados de espírito diversos.
Obviamente, fiquei fã.
Dava tudo para ver um concerto deles ao vivo.
Infelizmente, tal ainda não se proporcionou - não vêm a Portugal e ir ao estrangeiro está, até esta altura, fora das minhas id€ias.
Sendo assim, ficaria contente com um DVD de uma qualquer actuação ao vivo.
Uma que contemplasse músicas de todos os álbuns.
Uma que que tivesse os grandes clássicos.
Uma que fosse bem longa!
Infelizmente, os Radiohead nunca fizeram o que qualquer banda nos tempos que correm faz.
Nunca lançaram um DVD digno desse nome.
Ou melhor, lançaram, mas apenas com músicas até 94.
Muito pouco, portanto (ainda para mais, tendo em conta que o "Pablo Honey" - o primeiro CD da banda - é o mais fraquito).
Há dias, andei a pesquisar na net por alguma coisa que satisfizesse alguns dos meus desejos.
Claro que não estava a contar encontrar excelente qualidade sonora e de imagem, já que seria forçosamente uma coisa mais amadora.
Mas encontrei este site brasileiro, que tem um concerto bem interessante dos Radiohead, em S. Paulo.
Pode ver-se no Youtube ou fazer o download das quase duas horas e meia de concerto.
A qualidade está longe da perfeita, mas dá para ir apreciando alguns momentos da mais fantástica banda da actualidade.
Tem a vantagem de dar para fazer o download.
Fica como DVD obrigatório.
Isto enquanto os Radiohead não se decidirem a fazer um DVD grandioso.
Ou enquanto eu não assistir a um concerto deles.
Isso sim, seria mágico!

07 outubro 2009

E quando pensamos que já se viu tudo em Televisão...

...Eis que surge esta pérola:



E aqui está a arma do crime:

Inenarrável.

04 outubro 2009

MUSE - "The Resistance"

Os Muse criam sempre uma grande expectativa à sua volta. Surpreenderam meio mundo com as suas músicas no início do século, e a partir daí conseguiram ir construindo uma carreira muito sólida, baseada sempre em bons álbuns e excelentes prestações ao vivo, com Matt Bellamy a demonstrar quase sempre a sua genialidade.
Obviamente, com todo o hype que circulava em volta do novo álbum da banda, as expectativas iam sendo cada vez mais elevadas. Toda os fãs (onde eu me incluo) esperam ouvir novas masterpieces, como quase todas as músicas de "Origin of Symmetry", mais de metade das de "Absolution" e algumas dos dois restantes álbuns. Todos nós gostávamos que os melhores momentos dos Muse estivessem todos reunidos no próximo CD (no caso, este "The Resistance").

Mas Matt Bellamy e Companhia já nos habituaram a não repetir fórmulas. Todos os álbuns apresentam variações significativas uns dos outros, e este não foge à regra. Só que a experiência não terá corrido tão bem - confesso que o "Black Holes and Revelations" também não me caiu no goto - e o resultado final pode ser mais divergente nas opiniões de fãs e críticos. Assim, na generalidade, "The Resistance" não é um álbum muito consistente, nem entusiasma por aí além, salvo algumas excelentes excepções.
O problema deste álbum, penso eu, é que tentaram ser demasiado épicos. - nota-se na duração das músicas, todas superiores a 5 minutos, ou perto disso. Quiseram construir hinos da música, e acabaram por inventar onde não se inventa (as guitarradas 'à la Queen' arruinam "United States of Eurasia", uma música que eu acho que percebo onde queriam chegar - o título dá uma dica -, mas que acaba por ser mal sucedida no seu todo; "Undisclosed Desires" dá-nos um R&B que não lembra a ninguém; a "Guiding Light" falta-lhe sal, algo que a faça destacar... Esta é aliás a segunda e última música com umas guitarradas um pouco dúbias e já conhecidas por grande parte do mundo...) e não inventar quando deviam ("Uprising", uma das melhores faixas do álbum, tem personalidade mas falta-lhe o devaneio de outros tempos, o toque de genialidade; "Resistance" e "I Belong to You" são outros exemplos típicos).
De resto, além das três já referidas, aprecio bastante "Unnatural Selection", e a "MK Ultra" também tem bons sons, apesar de alguns exageros aqui e ali. As 3 partes de "Exogenesis: Symphony" são, no seu todo, o melhor do álbum, muito bom mesmo! E aqui se nota a tentativa de fazer algo épico e teatral, algo mais diferente do que já tinham feito. Aliás, vai-se notando ao longo do LP nas letras e nos temas das músicas essa tentativa (falhada, a meu ver) de fazer algo que perdure no tempo, que marque uma época.

O álbum não é nada de extraordinário, mas o anterior também não o tinha sido, não ficando este atrás, sinceramente (na minha opinião). Mas, como já disse e repito, para os Muse as expectativas vão ser sempre muito altas. Algumas das inovações correram bem (Sinfonias a ouvir e a comprovar), outras coisas sairam mal e caíram um pouco no insólito/ridículo, e no global há 2 ou 3 músicas que se poderiam considerar dispensáveis... Mas com os erros se aprende, e não será por causa de "The Resistance" que deixaremos todos de gostar dos Muse, uma das bandas que mais paixões ou ódios move na actual cena musical!

6,5/10

02 outubro 2009

Memento

"Memento" foi, em 2000, um filme revolucionário que nos deu a descobrir um dos mais competentes realizadores dos tempos actuais - Christpher Nolan. À partida, trazia já excelente indicações sobre o filme, o que me levou a vê-lo.
O filme é, de facto, muito original. Não só no argumento, como na forma de realização e montagem. Consegue prender-nos muito bem durante as quase 2 horas de filme, deixando-nos a pensar sobre o que se irá passar a seguir. A particularidade que o distingue de outros thrillers do género (tentativa de um marido matar o violador e assassino da sua mulher) passa exactamente pelo desenrolar da história, que se processa do início para o fim. É isso que lhe dá a originalidade, é isso que nos deixa a pensar, que não nos permite abandonar o filme, porque queremos sempre saber o que se vai passar a seguir e que - obviamente pelo facto de o filme andar ao contrário - já se passou.
A meio do filme, tudo começa a encaixar melhor, e a percepção daquilo que vai acontecendo fica facilitada, mas o filme não vai deixando de nos surpreender até ao fim. Apesar de não ter um encanto pelas personagens principais (Guy Pearce e Carrie-Anne Moss), o filme consegue manter uma grande intensidade, não pela interpretação dos mesmos, mas pelo argumento, pela forma como o realizador consegue adquirir aquilo que quer de cada cena. O filme tem intensidade.
É sem dúvida um bom filme, que consegue fazer aquilo que muitos filmes nem sequer ousam tentar fazer: pôr-nos a pensar durante a película., a matutar sobre aquilo que se tem vindo a passar. Isso pode ser bom para uns, e mau para outros.
Um filme importante para a ascensão da carreira do realizador das últimas versões de Batman.

8/10

01 outubro 2009

"Praxes" na Universidade do Quebec (Canada)


Isto sim!, são verdadeiras formas de integrar os novos estudantes universitários.

(PS - não é para ligar à música, mas sim ao espírito e originalidade)

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