24 abril 2010

SHEARWATER - "The Golden Archipelago"

Conheci os Shearwater em 2008, aquando do lançamento do álbum "Rook", uma bela surpresa para mim no panorama musical de então. Faixas como "Rooks" ou "Levianthan, Bound" são incontornavelmente belas e marcantes.
Voz inconfundível e peculiar de Jonathan Meiburg - ex-membro dos Okkervil River que ajudou a fundar esta banda mais "calma" - e instrumentação folk com bastantes nuances e variantes fazem deste projecto algo facilmente reconhecível aos primeiros sons e acordes.
"The Golden Archipelago" é a aposta na continuidade do (bom) trabalho já realizado. Um álbum que aposta na regularidade, que faz do disco algo congruente, consistente e com um seguimento lógico e facilmente identificável. A toada do álbum é maioritariamente calma, à qual se juntam uma ou duas músicas mais atrevidas, sendo exemplo máximo a intensa "Black Eyes", marcada por uma base de percussão bastante forte e uma guitarra bem mais ritmada e activa. Na toada mais comum associada ao estilo musical desta banda do Texas, registam-se o belíssimo single "Black Eyes", "Runners of the Sun" (que não encaixaria mal de todo no trabalho desenvolvido pelos Elbow) ou ainda "Castaways", sem menosprezar a música introdutória com noções ligadas à natureza "Meridian" ou "Hidden Lakes", balada assente em princípios do piano. Apenas as duas últimas canções do álbum tiram alguma da coerência já referida atrás, pois não se sabe muito bem aquilo que por lá estão a fazer. Parecem desenquadradas, perdidas. E nós não perderíamos muito se as mesmas estivessem ausentes e os Shearwater apenas se tivessem apresentado com as nove músicas iniciais.
No entanto, está aqui um trabalho bem interessante, ao nível do já desenvolvido em 2008, e que merece um par de audições para demonstração do valor implícito.

7/10

22 abril 2010

Super-Poderes

21 abril 2010

Os terramotos e as mulheres sem Burka

"Muitas mulheres que não se vestem de forma modesta, desviam os jovens do caminho justo e espalham o adultério na sociedade, o que faz aumentar os terramotos."
Este líder religioso islâmico é um génio. Uma estátua para o senhor, já!

18 abril 2010

SURFER BLOOD – “Astro Coast”

“Astro Coast” representa o primeiro trabalho dos Surfer Blood, banda norte-americana, mais propriamente da Florida, que fazem a chamada música indie. Há diversas influências na sua música, mas quase nunca conseguem atingir um nível que me leve a ficar agradado com aquilo que ouço.
Diria que “Astro Coast” é um álbum que foi feito para não ser levado muito a sério, feito por uma banda que nos faz lembrar muita coisa, e que por isso mesmo se apresenta sem grande personalidade.
O single “Swim” fez sucesso ainda em 2009, é uma música agradável e “catchy”, com bastantes pontos de contacto com Stephen Malkmus dos Pavement, assim como as “Fast/Slow Jabroni” (duas músicas em que apenas a velocidade se modifica). Aliás, esta vai sendo uma constante ao longo das 10 faixas que compõem o disco.
“Take It Easy” respira Vampire Weekend por todos os poros, o que comprova e reforça a ideia de que a banda nova-iorquina já começa a ser uma (boa) referência do universo indie. “Hamornix” faz lembrar Santogold (ou Santigold, actualmente) e acho que assentava muito bem na voz da produtora e cantora americana que apresentou um dos bons trabalhos de 2008. “Twin Peaks” tem momentos que caem bem e outros que nem por isso: cheira a The Shins e James Mercer e The Shins em momentos iniciais, mas depois transforma-se nuns The Killers de mau gosto. Há ainda tempo para recordar Dinosaur Jr. em “Anchorage”, quase a terminar o disco.
O álbum acaba por se passar bem, mas não é marcante, não é entusiasmante e não ficará certamente na história deste ano 2010. Não me deixa saudades.


5/10

17 abril 2010

Futebol é isto!

16 abril 2010

Pedofilia aos olhos de todos

Acabei de ver este vídeo e confesso que me sinto chocado.
Isto passa-se num programa de TV canadiano dos anos 80 e aquilo que vi é demasiado mau para ser verdade.
Como permitem que este animal continue repetidamente com as mesmas atitudes pedófilas (ou no mínimo muito pouco éticas) num programa de TV? Ninguém o chamou à atenção?
Ou será que somos nós que estamos demasiado preocupados e aquilo não é nada de mais? A atitude de uma das meninas - cheia de personalidade, diga-se! - faz-me pensar o contrário.
Confesso que fiquei sem palavras ao ver tal atrocidade...

A Maria Joana

- "Já agora, também fumavas?"
- "Não, não fumava. Não sei travar!..."

12 abril 2010

Até onde vai a mente humana?

Isto é mais um desabafo do que qualquer outra coisa.
Venho aqui falar de uma história que me deixou absolutamente perplexo e horrorizado.
Tudo se passou há cerca de 3 anos, na Ucrânia, quando começou a haver uma série de homicídios sem grande explicação, mas de uma enorme violência e atrocidade, numa pacata cidade. Passados alguns dias, identificaram-se os assassinos, que não passavam de jovens menores.
A história ficou conhecida mundialmente, já que dois deles mataram 21 pessoas num espaço de algumas semanas. As vítimas foram desde toxicodependentes, a grávidas, passando por crianças, deficientes e sem-abrigos, indo inclusive aos seus funerais tirar fotos do exercício fúnebre... A história completa (que eu aconselho a ler) está aqui.
Os relatos são impressionantes e a forma como decorreu o julgamento exemplar. 
Lá fiquei a remoer no caso durante um tempo, mas depois passou-me.

O pior foi mesmo quando "descobri" que havia um vídeo da morte de uma das vítimas, no caso um homem que recuperava de um cancro na garganta e que estava impossibilitado de andar.
Decidi ver o vídeo, e arrependi-me praticamente no segundo a seguir. As cenas a que se assistem nos minutos seguintes são inenarráveis, de uma violência gratuita atroz, de um sangue frio que não pensei poder existir. A forma como aqueles dois seres actuam é deplorável, revoltante. O sofrimento da vítima é angustiante, a impotência atinge-nos brutalmente. E pior do que tudo isso, é ver a calma com que os dois animais assassinos menores de idade levam o seu projecto avante.
O vídeo tem 7 minutos, mas eu "apenas" consegui ver (mais ouvir, porque decidi em vários momentos tirar a página, limitando-me a ouvir) 3... Não aconselho (MESMO!) ninguém a vê-lo.

E tudo isto me leva à questão principal do meu post.
Até onde vai a mente humana? Até onde consegue um ser racional ir para seu deleite? Serão aquelas duas bestas doentes mentais? 
A história é demasiado macabra para eu acreditar que haja gente assim. Mas depois ouvimos as notícias e o que temos? Casos não muito diferentes...
O que me fez despertar para esta realidade foi sem dúvida nenhuma o vídeo. Porque a história, apesar de ser dura, violenta e horrífica, não passaria de uma história quase banal e comum neste mundo cruel. E eu contra mim falo. Fiquei sentido com a descrição dos crimes praticados, mas o choque brutal só chegou com o vídeo.
A verdade é que o constante bombardeamento com notícias do género e a internet nos fazem ficar mais insensíveis a todos os casos de crueldade que existem - e continuarão a existir - todos os dias. Será para nos protegermos? Acredito que sim, porque a vida deve ser vivida com o máximo de prazer possível. Mas ao mesmo tempo todas estas situações me fazem pensar que nós somos a destruição de nós próprios.
Quantos não serão os homicídios em circunstâncias semelhantes por esse mundo fora? A única diferença? Ninguém os filma (isto apesar de haver uma enorme comunidade mórbida por essa net fora, que ganham a vida com snuff videos - vídeos de mortes de pessoas, desmembramentos e coisas do género).
Isto tudo faz-me pensar... 
Como é possível o ser humano ser assim? 
Como é possível haver milhões de pessoas que actuam da mesma forma que estes animaizinhos ucranianos? E tudo porque se querem divertir, fugir à monotonia?

É triste ver a verdadeira faceta do ser humano...

11 abril 2010

Blade Runner

Na minha senda por filmes mais antigos que gostaria de ver mas que nunca tive a oportunidade de o fazer até este momento, um dos visados foi "Blade Runner", um filme de ficção científica, de 1982, quando a loucura à volta de "Star Wars" atingia os píncaros.
Na história, a Terra está praticamente sem habitantes, que foram transferidos para melhores planetas. Na história, existem "robots" praticamente humanos, criados pelo Homem para serem seus escravos. Mas como a evolução tecnológica envolvida no seu desenvolvimento é tão grande, os "robots" acabam por pensar como humanos, e o que mais querem fazer é vingar-se dos humanos por todo o mal que estes lhes fazem. Para tratar desses seres insubordinados, existem os Blade Runners, uma espécie de caça-fantasmas, entre os quais se destaca Harrison Ford.
Esta é a trama geral de "Blade Runner", que não é um filme de ficção científica igual a "Star Wars". Não há acção desenfreada, as cenas são calmas, adquiridas com grande paciência e detalhe. Além disso, o filme tem por base acontecimentos futuristas, mas tenta ser muito mais do que isso. Tenta e consegue!
"Blade Runner" é um tratado filosófico sobre a solidão, a mente humana, as relações e os prós e contras da evolução tecnológica. Recorrendo a eventos considerados hoje muito perto do impossível, Ridley Scott esforça-se por criar metáforas de tudo o que acontece no nosso planeta e apenas com humanos.
Falando nos efeitos especiais, e tendo em conta a época em que o filme foi feito (quase há 30 anos!), estão perfeitos! É engraçado verificar ainda a forma como adivinham os carros no futuro, as casas, etc... Mas, no que toca a tecnologia, há a tentativa de expor ao máximo possíveis falhas. E esse foi um trabalho realizado com mestria pelo realizador e pela sua equipa.
Com um filme de ficção científica, Ridley Scott conseguiu criar um marco no cinema, que acabou por ser um pouco desprezado devido ao show-off e euforia provocados pelos filmes da saga de George Lucas.
"Blade Runner" é poesia.

9/10

08 abril 2010

Nunca mais?!?!

Tokio Hotel em Portugal.
A histeria das pitas do costume, Pavilhão Atlântico às moscas e sessão de autógrafos marcante.

Ainda há esperança e bom senso!

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